EPOPÉIA MAIOR

          Metafísica do Cristianismo LVII

          Pai, não nos deixes cair em tentação (Terceira petição ética)

          A queda do Paraíso

          Em épocas remotas, quando entrava
          Na ego consciência após passar
          Por subconsciente, a se elevar,
          Milênios neste estado que deixava

          O evolutivo nível seu, lograva
          Em tal contexto o homem de alcançar
          Um outro mais subido patamar
          Que do irracional o afastava;

          A Bíblia este evento em causa expõe
          Como a queda do Paraíso à custa
          Da ação de Satanás, e assim propõe,

          Latibulado por serpente, adusta,
          Que ao novo ser um etapa mor se
 impõe
          De  árdua condição e assaz robusta.

     Antonio Carneiro (Bélier)
     V.N.Gaia – Portugal
     21/05/2012


     

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               EPOPÉIA MAIOR

               Metafísica do Cristianismo LVI

               Pai, não nos deixes cair em tentação (Terceira petição ética)

               A prova da tentação

               Um mal não é a tentação deveras,
               Se fosse assim, o espírito divino
               Não teria induzido em seu destino
               Jesus a experimentá-la em rotas feras

               No ínvio deserto, em provas mui severas
               A que resiste em seu querer supino,
               Que na fé se alicerça e em plano alpino
               Põe-se a ver deste orbe as coisas meras:

               Não é do Criador, eis, a vontade
               Ver sucumbir aos testes seu criado,
               Mas antes comprovar-lhe a qualidade

               Capaz de o promover a novo estado
               Onde se alargue em consciente herdade
               Dos sítios mais de etéreo potentado.

       Antonio Carneiro (Bélier)
       V .N.Gaia – Portugal
       20/05/2012

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            EPOPÉIA MAIOR

            Metafísica do Cristianismo LV

            Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoarmos as dos nossos devedores (Segunda petição ética)

            Perdão vencedor

             No profundo sentido da oração,
             O ofendido deve ignorar
             A  ofensa, que dele é de esperar,
             Se evolvido, tal correta ação;

             O ofendível ego acha-se não
             Fadado a tão subido patamar,
             De onde pode sempre contemplar
             O agir vulgar na humana condição,

             Onde lutas se travam sem sentido
             Pelo egoismo insólito movidas
             Que entre as gentes insta-se assistido,

             Enquanto adeja acima de tais lidas
             O Eu maior, que o ego tem vencido
             Ao perdoar ofensas recebidas.

      Antonio Carneiro (Bélier)
      V.N.Gaia – Portugal
      17/05/2012

      
           

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             EPOPÉIA MAIOR

             Metafísica do Cristianismo LIV

             Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoarmos as dos nossos devedores (Segunda petição ética)

             Etimologia do dar

              O verbo perdoar em línguas várias
              É composto de dar mais um prefixo:
              Perdonare em Itália é termo fixo,
              Como do inglês, forgive, em outras áreas,

              Forma de give (dar) frases diárias;
              No alemão, vergeben faz prolixo
              Dizer com geben (dar) em mote afixo
              Nos painéis das campanhas solidárias.

              Do termo, pois, a etimologia
              Denota, ela própria, que se entenda
              Como é fulcral de dar a primazia,

              Capaz de evitar qualquer contenda
              Pelo doar de si por todavia
              Do Todo receber supina prenda.

        Antonio Carneiro (Bélier)
        V.N.Gaia – Portugal
        16/05/2012

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              EPOPÉIA MAIOR

              Metafísica do Cristianismo LIII

              Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoarmos as dos nossos devedores (Segunda petição ética)

              A riqueza do dar

              Somente o dar cria a capacidade
              Do receber, é lei invariável
              Do Cosmo, que define insuperável
              A vantagem de quem tem caridade,

              Que em plano da matéria na verdade
              Parece não vingar, que assaz provável
              É ver-se enriquecer como viável
              O que de preservar acervos há de;

              Que se esgotam porém, e os não leva
              Para onde não se os pode carregar
              E a lei de demonstrá-lo se encarrega:

              Assim, o que se deixa seduzir
              Pelas posses do mundo às quais se entrega
              Ao nadir da pobreza há de seguir.

       Antonio Carneiro (Bélier)
       V.N.Gaia – Portugal
       15/05/2012

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            EPOPÉIA MAIOR

             Metafísica do Cristianismo LII

             Pai, o pãp nosso de cada dia dá-nos hoje (Primeira petição ética)

             Sublime estandarte

              Ó Pai, que estás nos céus e em toda a parte,
              Dá-nos, na humana natureza assente
              Tudo que é necessário e condizente
              Por sublimar este jaez, destarte

              Conforme o concebido, assim reparte
              Entre nós o suster suficiente,
              De Teu divino plano consequente,
              Por que lhe exaltemos áurea arte

              Um dia, quando unindo sabiamente
              Corpo e alma em perfeito e certo encarte
              Tenhamos consciência plenamente

              Do Todo que em teu seio se coarcte
              Num colossal enlace e permanente,
              De Teu sublime gênio o estandarte.

       Antonio Carneiro (Bélier)
       V.N.Gaia – Portugal
       02/05/2012

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          A página da AFE na Europa
           (poemafeano.blog.com)

               The last farewell
           (A últimma despedida)

      “Indiscribably blue” (Indescritivelmente triste), para manter o britânico tom do título, e remembrar um clássico do Avatar Elvis, eis como pode qualificar o sofrido torcedor afeano o espetáculo pífio que o seu clube apresentou ontem na melancólica despedida, a última, deste campeonato da A2, cujo desfecho foi ainda mais lamentável e clamorosamente vergonhoso. Infelizmente, certos brasileiros irresponsáveis e corruptos continuam a emporcalhar a imagem de seu país aos olhos do mundo, levando ao estrangeiro notícia de uma terra onde predomina a ignomínia e o descalabro de toda ordem.
       Enquanto em São Paulo, no velho estádio da rua Comendador Sousa a Ferroviária exibia as suas chagas de mediocridade, em Sorocaba passou-se algo inacreditável. Eis que, sob os auspícios da influência do execrável reverendo Moon, já expurgado dos Estados Unidos por moto de suas atividades nefastas, o árbitro do jogo disputado entre o Atlético sorocabano e a União Agrícola Barbarense, que vencia por dois a zero até aos 85 minutos, resolveu expulsar três jogadores desta equipa, prolongar o prélio por mais dez minutos e, como o gol de empate, que daria apuramento ao Atlético, não saía, marcar um penalty, batendo sem dúvida o recorde mundial da safadeza instituída em qualquer sítio do planeta. Algo difícil de acreditar. E para completar, ao fim do embate (?), uma confraternização geral entre os atletas em clima de grande festa pela promoção dos dois clubes. 
        O Audax, time do super mercado, qua atuava contra a Ferrinha, acabou por experimentar o travo amargo da descomunal iniquidade, pois veio a não lograr o acesso em razão do “jabaculê” indecoroso e ridículo, que só nos envergonha, a todos nós, brasileiros, sobretudo os que estão fora da nação, via de regra obrigados a ouvir piadas sarcásticas sobre a sua terra, muitas vezes qualificada como a “república das bananas”. Diante de tais fatos, convenhamos, com razão.
        Quanto ao jogo, pouco a dizer, até porque quase nada se viu deste time afeano, que escapou, isto sim, de levar outra goleada histórica, tal foi o ascendente dos “audacianos” que, como já dizíamos no comentário ao primeiro jogo desta fase realizado na Arena da Fonte, são tecnicamente muito superiores aos grenás. Chegaram aos dois a zero no primeiro tempo, em razão de duas pífias colossais, a primeira do Daniel a perder uma bola em zona de meio campo, acrescida da atitude dos defesas que simplesmente “cercam o Lourenço” e assim dão espaço aos avançados rivais; a segunda, oriunda de uma indecisão entre o complicado e ineficaz Emerson (e insistem com ele) e o indeciso goleiro Everton, no qual enxergam alguns uma excelência que eu, sinceramente, não vejo. Na segunda etapa, obtiveram mais um gol, consequente de outra “mancada” do Emerson, sucedida de falha no setor esquerdo da defesa, que não acompanhou o rápido atleta Danilo, vencido pela sua (dele) velocidade. E massacraram (este é o termo devido) a equipe afeana quase todo o tempo, enviando duas bolas aos ferros e desperdiçando um “camião” de gols, sucessivamente. Por castigo de sua ineficácia nas conclusões, acabaram por sofrer um gol, de penalidade máxima, que o seu goleiro cometeu sobre o Jobinho, desnecessariamente a nosso ver, pois dificilmente o “player” grená ocasionaria males maiores. Convertido o castigo pelo nosso atleta Ricardinho, o placar fixou-se como suficiente para que o macabro apitador de Sorocaba “desse um jeito” para apurar o Atlético, numa abominável manobra que, a nosso ver, deveria ser investigada pela nossa espartana Polícia Federal, posto que a tal tem suficiente provimento.
          E pronto, foi a derradeira despedida deste campeonato, que nos deixa mais uma vez “a ver navios” agora em pleno asfalto da paulicéia. Outro ano na fila, ou na bicha, como aqui se diz; a fila ou a bicha da “segundona”. Enquanto isso, sobem União Barbarense, Atlético Sorocaba, São Bernardo e o arrabaldino Penapolense, com seu estádio de quatro mil lugares, a ser talvez ampliado com as eventuais bancadas de um circo itinerante qualquer. Todavia, devemos dar-lhes os nossos parabéns, eis que souberam pugnar pelos seus interesses. Já dizia o divino Mestre Jesus, na expressão do apóstolo Mateus Levi (11/12) que “O Reino dos céus sofre violência, e os que usam de audácia o tomam de assalto”. Nesta linha de pensamento, julgamos, salvo melhor juízo, que enquanto a Ferroviária não demonstrar a potência de sua audácia, a reivindicar seus lídimos direitos e sua ambiciosa, porém justa pretensão, pois já esteve por quarenta anos entre os grandes e alverga a tradição que poucos possuem, enquanto não se impuser com firmeza e convicção, há de permanecer na fila, à espera de seu d. Sebastião salvador. Para dar um toque de humor final a este melancólico desfecho, eis que tristezas não pagam dívidas, como se diz, este quadro nos faz lembrar uma deliciosa “modinha” de um Carnaval passado, “O Cordão dos puxa-sacos”, quando a sua letra assinala: “Quem está na frente, vai ficando para trás, e o cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais”. Destarte, novamente a nossa AFE, chegou-se à frente e é passada para trás, na fila da “segundona”. Até quando?

                   1X3 ao Audax
              (The last farewell)

           Em dia de arranjo escandaloso
           Que do país derroca a seriedade,
           Despediu-se com pífia atividade
           Do campeonato a AFE, assaz doloso:

           Seguindo o triste rumo e tormentoso
           Que a levou a visível veleidade,
           Perdeu de novo, e quase na verdade
           Deu-se a outro vexame clamoroso.

           Está dos candidatos novamente
           Na fila, que aspiram promoção
           Um ano a mais, entre os que vão à frente;

           E enquanto demonstrar pouca ambição,
           Parco grifo de audácia, brio ausente,
           Verá remota tal aspiração.

      Antonio Carneiro (Bélier)
      V.N.Gaia _ portugal
      30/04/2012

http://www.youtube.com/watch?v=IXGD04A7BSM

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            EPOPÉIA MAIOR

            Metafísica do Cristianismo LI

            Pai, o pão nosso de cada dia dá-nos hoje (Primeira petição ética)

            Identidade astral

            Das leis da dimensão e gravidade
            O corpo espiritualizado escapa,
            Pois a essência que o anima é guapa
            Por dominar do meio a liberdade:

            Como Jesus, exprime-se à vontade
            Em qualquer latitude, não derrapa
            Nos sítios diferentes desta etapa
            De físico empecilho em qualidade.

            Capaz de levitar, vezes se alapa
            Dos olhos do profano, a ubiquidade   
            Exerce, ainda que à solapa  

            E ao final dos dias nesta herdade
            Ignora a própria morte cuja capa
            Depõe, tomando a sua identidade.

     Antonio Carneiro (Bélier)
     V.N.Gaia – Portugal
     28/04/2012

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            A página da AFE na Europa
             (poemafeano.blog.com)

                    A mala da prata

          Problemas que se antepuseram como incontornáveis não nos deixaram acompanhar o jogo de despedida desta melancólica participação da AFE do seu magnífico estádio Arena da Fonte Luminosa; e somente hoje em sítio diferente do habitual pudemos conferir o primeiro resultado positivo de sua instável equipe de futebol, obtido com um gol de Daniel, já na segunda etapa. Por corolário, o Atlético de Sorocaba, que havia humilhado os afeanos em seus pagos com uma goleada de cinco a zero, acabou por não obter já na Morada do Sol o pontinho de que precisava para garantir o seu acesso à A1.
          Pelo que lemos, os atletas tiveram neste prélio uma atitude muito diferente da exibida nos compromissos anteriores, atuando com a seriedade e a motivação nestes ausentes, o que decerto é no mínimo estranho. Dizem as más línguas – e nelas não incluimos a nossa – que andou ao redor do campo, antes do início do jogo, uma estranha mala contida de prata - ”la plata”, como dizem “nuestros hermanos”  do sul – uma mala mágica capaz de operar tal incrível mudança.
          Ora, recorde-se que a maior polêmica que se instou depois dos primeiros insucessos grenás nesta desastrosa fase final do campeonato deveu-se à possível negativa da diretoria em atender aos apelos dos jogadores por um certo numerário como prêmio ao apuramento, do que resultou o por vezes flagrante desinteresse dos mesmos nos primeiros jogos. Ainda que no terreno especulativo, eis que tais “bocas”  sempre carecem de fundamento, pois não há como provar a sua autenticidade, resta-nos dizer, como já dissemos, que a melhor política para o clube será a de prestigiar as divisões de base, de onde poderão surgir atletas com boa categoria e menos vícios do que outros já mais rodados, que atendem muito mais aos interesses dos empresários a quem pertencem. E como também já disse antes, e mantenho: Que venha a profilática vassourada!

                    1X0 ao Atlético (Sorocaba)
                          (A mala da prata)

                Depois de desastrosos resultados
                Em quatro jogos, muito concedidos
                A erros clamorosos sucedidos,
                Deixando os seus adeptos revoltados,

                Eis que quando não mais são reclamados,
                Que assaz se instaram menos pretendidos,
                Os atletas atentos, decididos,
                Resolvem jogar bola, mui mudados:

                 As línguas más dos especuladores
                Dizem com ar de sério assentamento
                Que uma mala andou nos bastidores

                 Contida de argênteo sortimento,
                 Antes negado pelos diretores
                 Como prêmio ao buscado apuramento.

        Antonio Carneiro (Bélier)
        V.N.Gaiaa – Portugal
        26/04/2012

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          EPOPÉIA MAIOR

          Metafísica do Cristianismo L

          Pai, o pão nosso de cada dia dá-nos hoje (Primeira petição ética)

          “Epiousios” transporte

          “Epiousios” é o qualificativo
           Dado ao pão pela grega tradição
           Do aramaico aposta em tradução
           Cujo sentido afeta-se incisivo:

           Conforme a natureza, agravo ativo
           Que abrange largo acervo da oração
           Do Cristo em sua cósmica visão
           Que o homem vê de modo transitivo:

           Aqui no mundo ao corpo dá sustento
           Hábil de o levar do berço à cova,
           Aprendendo lições por seu contento;

            E em sítios mais de experiência nova
           Também a sustentá-lo em todo evento
            Onde venha a passar-se a sua prova.

       Antonio Carneiro (Bélier)
       V.N.Gaia – Portugal
       24/04/2012

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